Mais uma vez, dois grandes problemas que afligem nossa cidade foram os destaques do Tribuna Livre desta terça-feira. Foram mais um sem-número de ligações com denúncias e reclamações, o que leva a crer que os temas realmente são os que mais preocupam o miguelense no momento. Estamos falando do funcionamento da estrutura de saúde, além do sistema educacional municipal.
Primeiro, vamos aos fatos: os funcionários da educação, após quase uma semana, permanecem em greve, sem nenhuma perspectiva de retorno. Segundo Micheline, diretora do Sindicato dos Servidores da Educação em São Miguel dos Campos, a questão é de total ausência de um canal de negociação com o poder público, já que os funcionários não estão sendo atendidos por nenhum membro do secretariado municipal. Ainda segundo a dirigente, a proposta da prefeitura é de 0% de aumento, já que não existem recursos disponíveis.
Os funcionários da educação fizeram ainda, durante a noite de ontem, uma mobilização no plenário da Câmara de Vereadores, no intuito de pressionar os parlamentares por alguma resposta, ou ao menos a abertura de uma mesa de negociação. No entanto, a tentativa se mostrou frustrada, pois não houvr quórum mínimo de vereadores, não havendo sessão. A população, conforme uma medição feita pela quantidade de ligações recebidas pelo programa, se encontra revoltada com a postura intransigente do poder público, e já começa a sentir o prejuízo da greve no seu cotidiano. A dona Sandra, moradora do bairro Canto da Saudade e mãe de cinco filhos, conta que já perdeu o emprego, pois precisou ficar em casa tomando conta das crianças, por conta da greve nas creches municipais.
E a pressão aumenta sobre o poder público. Desde o início da semana, agora é a vez dos funcionários de níveis elementar e médio do município decretarem estado de paralisação, segundo eles um estágio anterior à greve. Durante a manhã de hoje, eles também estiveram em vigília na Câmara de Vereadores, desta vez sendo recebidos pelos vereadores Nailton Cavalcante, Djanete, Elson e Jorge da Farmácia. De um modo geral, as reivindicações foram apoiadas pelos parlamentares, mas salientaram que pouco podem fazer isoladamente.
Some-se ao furdunço criado pelo funcionalismo o fato dos atendimentos de emergência em ortopedia terem sido transferidos para o muncípio de Coruripe - outro ponto da discussão dos funcionários, que além de salários, pedem ainda melhores condições de trabalho.
O TL continua atento às reivindicações dos servidores, lembrando que é de um funcionalismo público bem tratado que se faz um bom atendimento, e consequentemente o bem estar da população. Nos próximos programas, continuaremos acompanhando e fazendo a cobertura completa dos próximos passos, inclusive a possível decretação da greve da saúde, na próxima quinta-feira.
Grande abraço aos que nos ajudaram a fazer o programa de hoje: à Jane Meire, funcionária da saúde, ao professor Ângelo, ao nosso querido ouvinte Netinho, de apenas 8 anos, mas que não perde um programa, à dona Quitéria, do Boa Vista, à Sandra, ao José Francisco, do centro da cidade e ao Paulo, motorista da Usina Caeté.
Amanhã, estaremos de volta. Grande abraço, e até lá!



Nenhum comentário:
Postar um comentário